a solidão do poeta

O poeta é um ser solitário. Não falo de solidão no mundo material, mas de solidão intelectual. E isso nada tem a ver com infelicidade e depressão. A solitude se faz necessária à apreensão da realidade, quando se pretende transformá-la em subjetividade poética.

Sílvia Mota.
Cabo Frio, 6 de setembro de 2009 -20:49hs.

meu estro eterno

"Ao avesso do que expressa Mario Quintana, dato meus poemas... carimbo-lhes os anos, os meses, as horas, os minutos e colocaria neles até mesmo as frações de segundos, se possível fosse... Nada é parvo ou casual, tudo se integra. É meu fetiche poetizar assim o frisson de cada instante que ficou no tempo - ultrapassando o tempo - eternizado na palavra..."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 13 de junho de 2009 - 12:32hs.

gotas de pensamento

"A alma do poeta em desabafo deve ser suave como a fragrância da mais bela rosa, sensível como as pétalas dessa mesma rosa e afinada como o gorjeio dos pássaros na sua pretensão de se fazer escutar em cada recanto da imensa floresta... O poeta, as rosas e os pássaros, em natural sintonia, cumprem missão universal de cantar e encantar e, quem sabe... a de se fazerem ouvir e sentir no coração de alguém..."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 20 de maio de 2009.

minha vida poética e sensual

"Ao meu espírito, só consigo delinear a vida de forma poética e sensual, mesmo quando me surpreende com alguns cantos desafinados e encantos bruxelescos..."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 20 de maio de 2009.

barganha

"Ter medo é esquivar-se das verdades contidas na realidade factual: comodismo, barganha e deslealdade para consigo mesmo."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 14 de agosto de 2008 – 21:18hs.

felicidade absoluta

"Ah! felicidade absoluta!.. essa virtude desejada e procurada, mas intangível, pois incognoscível ao espírito humano!.."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 7 de maio de 2008 – 22:07hs.

felicidade absoluta... é coisa que não tem...

"Da necessidade inerente ao espírito humano de encontrar um desígnio para sua existência, nasce a ilusão da felicidade absoluta; aquela ilusão que, de tanto perseguida, massacra, sem indulgência, a viril realidade, criando neste locus vitae humanae um mundo de sonhos arriscados, mas irresistíveis, ao que a ninguém é suscetível ignorar."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 7 de maio de 2008.

medo

"Cultivar o medo é ter arma apontada contra si mesmo, o tempo todo."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 2008.

idiossincrasia

"Minha idiossincrasia é desenovelar a poesia inerente a cada ato humano, mesmo aquele mais assustador."
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Sílvia Mota.
Cabo Frio, 21 de janeiro de 2008.

amar, sempre!

"Malho a mente todos os dias, por ininterruptas horas, enviando comandos exaustivos para o coração, ordenando-lhe que jamais desista de amar."
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Frase.
Sílvia Mota, 2006.

belas artes belas

"Existe diferença entre as artes úteis e as belas artes. As primeiras visam determinado fim, sem excluir, entretanto, a beleza; as segundas, generosas, almejam simplesmente a criação do belo. Ao falar da minha produção artística, seja através da pena ou do pincel, refiro-me sempre às belas artes belas."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 2002.

aragem pictórica

"Preservar o branco da tela será para mim respirar um ar gostoso, novo!.."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1993 - 23:45hs.

40 anos

"Não esperava aprender tantas coisas aos 40 anos de idade!"
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 18 de agosto de 1992.

superação, sempre!

"Engraçado... sensação interessante! Alegria e alívio... realização apenas momentânea, muito rápida mesmo, pois a responsabilidade de fazer o próximo trabalho me domina imediatamente. Começo a sentir o 'sofrer saboroso' da nova criação e sinto uma necessidade antecipada de que devo ultrapassar - sempre - o último trabalho, cada vez mais, num crescer sem fim. Não admito o retrocesso. Sem orgulho nem vaidade. Apenas, porque deve ser assim. Um esforço contínuo se materializa em resultados - preciso ultrapassar meus limites, sempre!"
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 18 de agosto de 1992.

lesão temporal

"Guardar uma coisa por muito tempo ou apresentá-la prematuramente significa, quase sempre, perdê-la."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 22 de agosto de 1992/22 jan. 2008.

inflexível desafio!

"Devo lembrar-me sempre de que um momento apenas de alegria e satisfação não determinam a minha vitória, mas sim o desafio constante de todas as dificuldades futuras."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 15 de maio de 1992.

força criadora

"Difícil é não parar nos momentos difíceis, quando o interior suplica pela criação e o exterior nos abate por seus obstáculos."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 15 de maio de 1992.

criatividade

"Criatividade é a tensão entre o que tenho agora e o que desejo alcançar. E, isso, como dói!"
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 1991.

arte

"A Arte eleva o ser humano às montanhas mais altas do Universo e o deixa jogar-se sem medo, na certeza de que na descida lhe nascerão asas para voar."
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Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 9 de setembro de 1985.